Mediação escolar - Porque meu filho precisa de mediador?


De acordo com a Lei Brasileira da Inclusão (Lei 13.146/2015)Considera-se pessoa com deficiência aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas”.

Alunos com necessidades especiais, diagnosticadas ou não, necessitam de apoio e direcionamento específico. Para isso, é de fundamental importância a presença de profissional capacitado para atuar como intermediário nas questões comportamentais, pedagógicas, de linguagem e sócio emocionais, desafios que esse aluno especial enfrenta na relação com as pessoas que fazem parte de sua vida escolar. A conquista da autonomia pelo aluno é o que deve pautar o trabalho do profissional mediador.

Sobre a mediação pedagógica: a atenção individualizada propicia ao aluno a acessibilidade pedagógica necessária por meio de adequações ao conteúdo aplicado pelo professor regente – o mediador amplia as chances de assimilação do aluno através do apoio visual (imagens relacionadas ao tema estudado), uso de material concreto (alfabeto móvel, ábaco, material dourado), tecnologia assistiva, redução e simplificação de conteúdo didático.

Sobre a mediação comportamental: o aluno que apresenta alterações comportamentais, crises de agressividade, dificuldade na compreensão de regras e normas, a atuação do mediador é de fundamental importância para a aplicação dos recursos e manejos indicados pelo terapeuta deste aluno em questão. Exemplos como: trabalhar a ansiedade com a antecipação dos fatos e acontecimentos futuros (por meio de agenda visual), organização da rotina, identificar emoções e atribuir significado as situações, além de auxiliar na resolução de conflitos. Muitos alunos vivenciam dificuldades pedagógicas por consequência da inabilidade em resolver questões comportamentais.

O Mediador Escolar, como o próprio nome diz, atua em ambiente escolar com enfoque pedagógico (formação – Pedagogia, Letras e/ou Psicologia – especialização em Psicopedagogia ou curso de extensão em Educação Especial/Mediação Escolar), diferentemente da proposta do Atendente Terapêutico/AT (formação em Psicologia - atua no ambiente escolar nas questões comportamentais e também no contexto social fora da escola/ curso de extensão em AT), do Auxiliar de Educação Especial/AEE (estagiário de educação - compartilhado entre alguns alunos e atuação volante).

Analisando a Lei de Inclusão, no Capítulo sobre Educação, Artigo 28 parágrafo V, onde incumbe ao poder público e às instituições privadas a “adoção de medidas individualizadas e coletivas em ambientes que maximizem o desenvolvimento acadêmico e social dos estudantes com deficiência, favorecendo o acesso, a permanência, a participação e a aprendizagem em instituições de ensino” causa em nós a seguinte reflexão: essas medidas são aplicadas na rotina escolar de meu filho especial? A resposta negativa à essa pergunta faz com que muitas famílias optem pela contratação particular do mediador escolar. Ficou com dúvidas? Entre em contato conosco.

Instituto Apta – Inclusão com Qualidade.

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